Filix Jair
17.3.12
ás-conversas
filixjair@gmail.com
As indicações se multiplicam assim como indagações acerca se FxJ – escritor eventual das aparições [aqui&agora] – estaria – e em que medida dos graus de mixturação impossíveis – presente no papel secundário de influenciante-mór nos tais agenciamentos dialógicos de grupo conhecidos desde há pouco como 'collective-conversations', conversas-coletivas. Pressões apontam para o delinear de outra formação deste desenho-carne ('unplugged', vez por outra intensamente cabeado), e se constrói então nomeação alternativa: FxJ desdobrado pois em 'efeitos_Jair', 'efeitos_FJair' – será preciso detalhar o desdobramento. Na medida do acúmulo das horas de fita, trabalho em estúdio, futuro livro, áudio-encarte – efeitos-propriedade defeito-incluso; pequena rede intermediante; calmo tráfego.
26.9.11
des-total 3 bolha
filixjair@gmail.com
Dentro da bolha, intermináveis nós de cabos, fios, conectores, tubos e demais elementos de ligação – seja sonora, seja visual (havia câmeras). Inacessíveis gestos para quem se movia ali dentro/fora: dentro da bolha inflável, movimentos intensos de compensação para frequências decolarem a partir das pequenas mesas e pedais – em trio. Companhias inesquecíveis: Lucas Pires + Bruno Jacomino (sem falar do prezado RB) – tonalidades subiram e desceram mediadas por câmeras; plano B. É preciso mais do que ouvido; o que se passou foi construção ao vivo de dispositivos de orelha derivada na pele quando o artifício da bolha inflável disse ao que veio. Em comparação aos momentos de ensaio (em 11 e 14/09) havia a dispersão trazida pelo aparato extra+visual que afinal funcionou a contento (soubemos depois); ali dentro da bolha inflável não se tinha perspectiva do que se via de nossa presença lá. Onde estava (foi pergunta que ouvi) eu? Na anti-existência em ondas que tenho atravessado de graça, não se tratava de visão do tipo representação normal ou presença carne-osso para que fosse localizado rastreado em radar-tela. Ah, sim positivo para cartografia sônico-sonora que qual tímpano-membrana registraria minha presença vibrátil na tela da b-noite. Não duvido de minha presença, pois já acostumei ao estar por um fio, no fio cabos emaranhados (nº 2, 3 ou 4, etc), nós efetivos. Tratar de trazer aqui presença mais concreta na decorrência dos efeitos da bolha inflável. Sou todo-ouvidos, como se diz – "antes". Refiro-me à data-referência de 23/09/11.
12.9.11
3 des-total
filixjair@gmail.com
Ah, sim, foi interessante ter uma das paredes intrusas à disposição de efeitos sonoros acumulados e trazê-los publicamente em circunstâncias tão particulares. As sensações fluiram bem nesse quesito de presença virtualmente rarefeita mas de ênfase correta – permanecer ali à disposição com os exercícios 'ready to go' foi bela experiência de lateralidade e manobra conjunta: alguns a julgaram exagerada (talvez...?), outros esticaram conjecturas, questionamentos houve ("questionamentos ouve" era também um dos itens de referência, tema que se alastrou rápido); sobretudo, se viu, ouviu, visitou com regularidade que me surpreendeu (a mim, que pude assumir postura menos preocupada com o gerenciamento geral, uma vez que possuí contribuição localizada de setor específico). Um dos refrões tocou-me em direto, aquele que soava nos termos informativo/confessionais aproximadamente assim (está na memória, reproduzo 'by heart'), aprox.: "não nos conhecemos e confessamos em público o total desencontro". Experiência do shock pode indicar algo; claro, as interjeições de "espanto e alívio" (ou alívio e espanto...?)! Não são gritos; algo mais corriqueiro próprio da banalidade da experiência não compartilhada ou tendo em poucos a cumplicidade e gozo, ainda que vocacionada no alastramento sem tamanho de cálculo mas de manifestação inexorável. Apenas uma parede como contribuição, angulação estratégica no 'relacional' de fato – alegria fragmentada em farpas&refro-ões: ondas em envelope requerem complicadas logaritmo-equações sem número 1 ("recorde de vendas", cesta de ações) de subcálculo. "Que vale é que toca" & "em-dobra re-toque", sem soma.
18.5.11
terror tardio & vibrolução víbora
filixjair@gmail.com
Em direção à voz e aos limites da construção d'identidade não-idêntica; subjetividade, mais bem posto. Junto aos aparelhos, planeamento de falas em conferência – para trabalhar as inflexões necessárias. Em que zonas de contato se encontrará eu, este FxJ que aqui escreve e existe momentaneamente em fricção de teclado...? Não, não será esta uma demanda típica da construção eu-FxJ; será sobretudo consequência dos desvios do autor não-FxJ, em desejos típicos de deslocamento de si para si (fora/dentro) – querer (precisar?) escapar em círculos, n-curvas. Que seja: FxJ é encontrável em membranas – ["Oh! FxJ-membranoso", terror tardio da terra que treme em transe]; se consubstancia em regiões do toque, intermediação&contato, espessas membranas. Quem aqui escreve, o faz nos termos de eu-FxJ; de fato não-FxJ acompanha em outra onda vibrosa-de-fato, vibrosa-em-vibrosidade onda, vibrante-em-vibrolução víbora. Daí que na expectativa quero que se faça realizar a sonificação: veremos, ouviremos, falaremos, sobrescreveremos – a dormir, em nada. Fim de azul profundo; atrito caixas de som, somente. Todos serão avisados – enviarei relatos informativos, quando ocorrer, para que se registrem nos arquivos: qualidade simples, quantidade básica. Sopros de luz, suspiro apenas: alegria imperial ao vento de quatro cantos, oito vértices e ascensor central – tanto profundo como alto e largo ("De ali se observa!"). Esta seria a condição transformativa-possível, claro.
16.4.11
p-f, s-a, c-c
filixjair@gmail.com
Em função dos equipamentos, tê-los em função, fazê-los aqui&agora à mão – pegar velocidade, sim: por algumas semanas acelerei de fato, de encontro: seja no pequeno dispositivo, seja na tela do lap, seja na mesa desk: experimentei: "há equipamentos, há recursos" – por fim, até. Em profusão, são tantos plugins possíveis, out-in torna-se hábito corriqueiro sem diferença, mas é o que há de ser feito, sem facilitações. Não. Do final do "ano que passou" até aprox fevereiro, foram muitas experiências – e quero mais, mais, muito mais. Arrancar tal geografia, necessário é, ou não será tão divertido mais como tem sido até aqui (sem desvalor). Feitos com apoio da incrível DG20C: sim. Desde outubro, à mão; só depois, na eletricidade foi; cabos de tipo banana ou tipo midi; sonidos através das cordas transformacionais enviesadas botões chaves – placas de som. Plaquetes-filtro, sonetes-alfa, conexo-cinza.
Em lista, ordem de aparição assombrada, suando todas no verão, vamos ver (re-faça a ordem, reset order, sem progresso oras):
"nó sino samba" (7), 2'28": seguindo a mêcano-bátera, clusters de arrasto em través d'o braço;
"pourquoi?" (5), 3'44": dupla-célula no ir-e-vir, quem/quê veio primeiro...? naipes;
"susto sílaba" (6), 8'08": aventura iniciada sem saber para onde o percurso – assim é como gosto muito mas nem sempre sem saber logo, outros nem sempre cada quatro ou mais de nós buscou um no outro: são os timbres são, que importam, que exportam;
"sandwich" (4), 8'06": em deslize sobre base 100% traduz célula, intra-vocals de gliss-garganta, frágil embora em sua eficiência, diz – fim, súbito;
"dez sobre dez" (2), 10'55": como em dupla, trio, quarteto: perguntas + respostas, tal é la dynamics, recuerdos en cuerda, me gusta las notas longas, noches longas de cristal, qual rugidos, para que batera não há;
"scorpiux" (3), 3'31": em que noite calma, tema em emergência suav'simples, sopas frias preferidas, sem palmeiras e/ou em afast'mento das praias, playas – em II-V final;
"VJ" (1), 5'13": pequena hommage a um que gosta dos sonidos, em início apenas leitura, depois segue-se mais de tudo um pouco, pouco a pouco, via-direta duplicax vox, rua inclusa e seus ruídos funcionais-casuais;
Materiais que propagaram o início (e final, quiçá) de FxJ Session Three, a qualquer desmomento tal-qual: em acúmulo, em algum momento sai ("quando se acredita que as coisas sem impõem"). O caso é não-ocaso, como prosseguir assim feliz(x) ("o 'x' do problema", texto&samba): faço planos de prosseguimento, aceleração para ficar.
"plaquetes-filtro, sonetes-alfa, conexo-cinza"
...e lá se vão meu anéis...
[refrões, refrains]
19.12.10
memory yes mas quanto?
filixjair@gmail.com
Eu estava ali, sentado, semi-oculto (se quiserem tenho testemunhas); e vi; ouvi. Muito feliz fiquei: se tivesse tomado a condução na hora marcada, nada haveria se passado; agradeço a mim mesmo ter desistido da sequência anterior – pois passava por ali, em momento de distração somente. E entrei. Subi as escadas como quem queria apenas um café, mas parei a meio caminho de meu destino (uma cafeteria qualquer, onde me esperava um café qualquer, com qualquer açúcar, qualquer água, qualquer coisa, mesa, cadeira qualquer). E entrei, por desvio involuntário – ouvi algo, e entrei. Intuí alguma coisa, e fui. Desculpem: tenho que admitir que houve planejamento, de fato. De fato, planejei ali chegar. Saí a tempo e cheguei. Verifiquei o percurso e cheguei. Pois queria estar ali, de verdade, para ver e ouvir. Antes que perguntem, digo: era preciso. Simples assim, devo dizer que. Sim, tenho interesse em continuar o trabalho que prossegue em avanço; e avançar – mais. Em deslizar, para frente e lados, para trás e ângulos. Continuar, nem é necessário que se diga (ou talvez se deva dizer, sim). Não se coloca agora o problema de continuidade, parece que este ponto está resolvido por algum tempo. Há o segundo problema, que sempre esteve lá e sempre se impôs como principal principal de fato, que seria a questão de buscar construir área de avanço público que seria que seria ter os refrões rodando ouvidos por sua própria estrutura de replicação. Tocar – aqui, ali, no rádio, na rede, em frente a ouvidos atentos (olhos, nem tanto: advertência é que é bem certo que FxJ [eu, por certo] não se faça visível quando for a hora): foi em busca desse momento (que recuso), que entrei, sentei, fechei os olhos (para abri-los em segundos) e ouvi. Vi.
AD e RB lá, enquanto DE: momento para não esquecer. Em localização privilegiada, estava – e por isso lhes digo que o que ouvi. Vi. Seguro causou quietude a este corpo inquieto.
Somente músicos com familiaridade de processos podem dizê-lo e digo, e ouvi. Vi. Momentos em que tremi, momentos nada fáceis. Outras horas de tudo esqueci, voltei a cabeça em outra direção, nada mais quis saber. Apenas para de olhos fechados ouvir algumas das conversas que vinham ao encontro dos corpos; de meu corpo descorpo. Ao meu lado, ela (que ali conheci e desconheci no mesmo gesto revirante – e assim foi por todo o evento, conhecer desconhecer; sobretudo ela) indicou ações, performances, coisas se passando; assim, permaneci intrigado.
Sim, reconheci repertório, identifiquei sim os antigos sucessos e o novo anti-sucesso que se sucedeu seguidamente suave, sensivelmente simples, insistente. Refrões, ter cuidado com. Foi com alegria, a noite – vi, ouvi, como vibravam ao meu lado vibrosidades, vi. Ouvi.
Aplausos. Vaias vivas.
Aplausos. Vivas vaias.
Aplausos – sinais sonoros – tu tuiú laralilalá.
Aplausos-vaias-aplausos-vaias-aplausos-vaias-
&etc
Retornei em meu rumo posterior, à casa. Dormi. Vi. Ouvi. Nada importante, jamais novamente – ainda que continue intrigado com a insistência, quiçá presença, em continuidade. Vamos ao radical deserto das torções desiguais – de ônibus, metrô, básicos transportes urbanos.
Bem vindo(a)! Ao radical deserto das torções desiguais – venha acompanhado(a). Agradeço a presença de todos por tornarem possível esta noite memorável que pude acompanhar de lugar (tão) especial.
25.4.10
resson-
filixjair@gmail.com
Há os equipamentos, há recursos – organizo e procuro tempo para implementação, mesmo. Quando se está no limite de uma saturação 'de fato', deve-se cuidar: é em direção das ressonâncias e percussividades rítmicas que alguns gestos foram de fato trazidos ao terreno, sob a forma de palavras compostas palavras. O dia em que senti as "curiosas ritmações do perceber compacto" estava passando distraído por detrás de pátio largo, lago fundo, loja longa, mureta curta – "vibrosidades de roupa não-vestida", ela insistia – "percomutações automáticas", eu processava, meio consciente mas nem de todo, quase. Se retornarmos, "pulsasensações segundo o percurso" é o que querem: admitiremos "ressonanciamento dessonoro" sem sono, sem fome, quietos em canto coral curto mas interminável – repetição, repetição, repetição. Sem fome, sem sono, "compassabilidade sem ritmo à tôa", rodando em retorno, repouso em rotunda, desvio em luxo: "silenciamento em desmomento tal qual". Ruídos horizon quando ocorrem, indicam feedback improvável – positivo ou negativo – espessura de grau médio na escala, ou: "despontantes do tamboréu"! – que alegria; "ligações raras percussonantes", que alívio!
&? trazer tambores em boa quantidade, fazer políticas – (s) aqui é básico lema do plural vivo.
Filix Jair, quem lhes escreve, foi visto tropeçando em estruturas, absolutamente despreparado; parou frente às câmeras e saiu rapidamente; dizem que uma nova canção foi tramada naquela tarde mas no fundo isso não corresponde.
